outubro 21, 2020

A Estrada de Ferro Sorocabana completou 145 anos nesta sexta-feira, 10 de julho. Criada em 1875, foi muito importante para o desenvolvimento econômico do interior paulista a partir da metade do século 19 e uma das cinco ferrovias que originaram a saudosa Ferrovia Paulista S.A (Fepasa).

A inauguração da Estrada de Ferro Sorocabana foi marcada oficialmente em 10 de julho de 1875, às 14h30, quando um trem foi estacionado na plataforma da Estação. Nele estavam o empresário Luiz Matheus Maylasky e o presidente da Província, Sebastião José Pereira, ambos acompanhados por autoridades e convidados, ao som de bandas musicais, recepcionados por espectadores em camarotes montados em frente ao edifício

O desejo de Maylasky criar a Companhia Sorocabana surgiu por uma necessidade de exportar a grande quantidade de algodão produzido na região de Sorocaba. A ideia era ligar a linha férrea com a estrada entre Itu e Jundiaí, que passaria por Itapetininga, Itararé, Botucatu, Mairinque e desembocaria em São Paulo.

A Sorocabana apresentou forte crescimento nas suas primeiras cinco décadas, quando a linha-tronco (a principal) chegou a Presidente Epitácio –município que hoje, por rodovia, fica a 556 quilômetros de distância de Sorocaba.

Apenas 17 anos após ser criada, por exemplo, ela assumiu a Ytuana, que enfrentava dificuldades financeiras. Mas sua história, como a da maioria das companhias ferroviárias paulistas, foi marcada por mudanças em seu controle acionário.

Em 1903, passou a pertencer ao governo federal que, dois anos depois, foi vendida ao governo de São Paulo. O estado, por sua vez, arrendou-a por 12 anos, até reassumir o controle, em 1919.

Em 1971, ela e outras quatro companhias ferroviárias –que também estavam sob controle do governo– foram unificadas na Fepasa. As outras foram a Estrada de Ferro Araraquara, Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e São Paulo-Minas.

Transporte de passageiros

A Associação Movimento de Preservação Ferroviária do Trecho Sorocabana desenvolve um projeto de restauração de locomotivas e carros de passageiros para a implantação do Trem dos Operários, que percorrerá o trecho entre Sorocaba e Votorantim.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) doou em junho, cerca de 280 dormentes de madeiras para a manutenção da via permanente da chamada Estrada de Ferro Elétrica Votorantim.

O acervo da entidade conta atualmente com 5 locomotivas, sendo 2 diesel, 2 elétricas e 1-diesel-mecânica, 10 carros de passageiros e 3 vagões de carga. A associação possui ainda um convênio com a prefeitura para operar a fazer a manutenção de uma locomotiva a vapor, popularmente conhecida como Maria-Fumaça.

Desses, estão em condições de operar hoje 2 locomotivas e 1 carro de passageiros. Os demais necessitam de restauro.

Memórias do Transporte

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Transporte sobre trilhos

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Igor Roberto

Sou formado em Enfermagem, analista financeiro e de mídias sociais e aspirante em gestão pública. Sou o criador do Rede Noticiando e co-fundador do Mobilidade Porto Alegre. Mobilidade Urbana e transporte público são os meus temas favoritos. A informação é o meu esporte.
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