Vereadores aprovaram em segunda votação o projeto que estende o direito à gratuidade no transporte para estudantes de cursinhos populares.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segunda votação que ocorreu na quarta-feira, 16 de outubro, o projeto que estende o direito à gratuidade no transporte para estudantes de cursinhos populares. Pra valer, a lei do passe livre estudantil precisa ser sancionada pelo prefeito Bruno Covas.

Um estudo realizado pela SPTrans afirma que o passe livre geraria impacto de R$ 103 milhões por ano aos cofres públicos. De acordo o órgão, os novos custos teriam de ser transferidos em parte ou em sua totalidade para a tarifa cobrada dos usuários.

Um coordenador de cursinho, que compõe a Frente dos Cursinhos Populares de São Paulo, diz que o gasto seria de cerca de 10% do previsto pela SPTrans. Ou seja, R$ 10 milhões anuais, se somados todos os alunos dos 101 cursinhos populares que compõem a Frente. Já o impacto social para as famílias de baixa renda seria incalculável.

60% de evasão por causa de passagem

Ainda de acordo com o coordenador, 60% dos alunos se evadem dos cursinhos comunitários por não conseguirem arcar com o custo das passagens.

“Dia após dia, nós de cursinhos comunitários nos deparamos com essa triste realidade: alunos com extremo potencial e muito capacitadas têm de optar por pagar a passagem ou comprar a alimentação do dia a dia. Para nós, não é razoável que o aluno desista de fazer cursinho e de fazer uma universidade de ponta por causa da omissão do estado de fornecer o mínimo para ele chegar ao local de estudo”.

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