As obras de expansão da linha 4-Amarela até o Taboão da Serra podem ser executadas pela concessionária ViaQuatro, que atualmente administra e opera o ramal que liga as estações São Paulo-Morumbi até Luz. A informação foi dada pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, durante uma reunião na Assembléia Legislativa na semana passada.

A expansão do ramal até Taboão da Serra é uma antiga reivindicação do município. Baldy destacou que o governo do estado está estudando formas de alterar o contrato de concessão da linha 4-Amarela para permitir tal ação por parte da concessionária.

Atualmente, as obras de expansão entre as estações São Paulo-Morumbi e Vila Sõnia está sendo tocada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e para por aí. A ideia, que já é sugerida há muito tempo, de a concessionária que opera e cuida da manutenção da linha 4 tocar as obras obras de expansão até o Taboão, no entanto depende de várias discussões legais pata que se torne possível incluir no contrato de concessão a extensão de 2,5 km e duas estações a partir de Vila Sônia.

“Estamos buscando uma possibilidade legal, moral e transparente para que possa sim serem dirimidas essas arbitragens, esses problemas pretéritos para fazer com que o consórcio consiga investir nessa extensão”, afirmou o secretário Baldy.

O contrato de Parceria Público-Privada (PPP) entre o governo do estado e a ViaQuatro, do grupo CCR, foi o primeiro do gênero no país e houve diversos pontos que não surtiram o efeito desejado.

Um dos vários pontos negativos é o fato do governo ter se comprometido a pagar uma espécie de multa em caso de atraso nas obras, o que de fato acabou ocorrendo e gerou um enorme custo extra para os cofres públicos, interferindo diretamente no investimento em outras linhas operadas pelo Metrô, além de causar diversas discussões na justiça.

O secretário Alexandre Baldy deu à seguinte explicação aos deputados presentes na reunião:

“Estamos procurando mitigar (os problemas) e encontrar a melhor solução. Se é uma obra que será realizada após essa solução pelo governo do estado ou se é uma obra que pode ser realizada pelo atual consórcio. Essas são as possibilidades muito claras, e que dentro dessas possibilidades estarão também a realização dos projetos, sejam básicos, sejam executivos e as escolhas das estações e das diretrizes para uma obra como essa se dará no contexto da execução de um projeto”, disse Baldy.

“O projeto e a obra, sendo feitas pelo governo, existem sim todas as etapas legais que precisam ser respeitadas e serão por isso é complexo dar um prazo. Podendo ser realizado pelo consórcio operador atual (ViaQuatro) até porque será continuado operado por ele, essa obra pode eventualmente ser iniciada ainda no ano de 2020. É uma perspectiva, não estamos colocando nada de forma afirmativa porque temos muita responsabilidade com as nossas posições e muita transparência com as nossas ações. Até 2020 nós estaremos posicionando oficialmente de qual e como será a condução dessa extensão. O governador tem em mente realizar essa extensão da Linha 4-Amarela até Taboão então daremos a formatação de como ela será realizada”, completou.

Extensão da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela

A mesma proposta teria sido feita pelo governo a ViaMobilidade para tirar do papel a extensão da Linha 5-Lilás até a populosa região do Jardim Ângela. O pedido de uma estação de metrô chegar a região é antiga, um anseio dos moradores que dependem exclusivamente dos ônibus que circulam pelo saturado corredor da Estrada do M’Boi Mirim.

A concessão da linha 5 é mais recente, e exigiu menos investimentos da ViaMobilidade, porém, da mesma forma que houve atrasos na entrega da linha 4, a linha 5 não foi diferente, sem falar da Linha 17-Ouro. Para que não sabe ou não se lembra, ao vencer a concorrência para operar a linha 5-Lilás, a ViaMobilidade também levou a futura linha de monotrilho que se quer possuí um prazo realista para inauguração no momento.

No caso da extensão da linha 5, ela é maior e mas complexa, pois ela possui três estações e o investimento pode custar alto e que teriam que ser recuperados por meio de uma extensão do contrato.

A promessa do governador João Doria é de começar as obras do trecho de 4,5 km e três estações, em 2021. As obras serão subterrâneas, e resta saber como a iniciativa privada participará do projeto.

Passos interessantes

Muito além de prestar um bom atendimento, operar, receber dinheiro através de subsídios e multas por atraso nas obras, será interessante ver finalmente as operadoras privadas “colocarem a mão na massa” e construir trechos metroviários. Será a hora de avaliar a competência da iniciativa privada.

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Redação Noticiando

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  1. Jorge Hidalgo says:

    já ouvi críticas, e balizadas, de técnicos, que essas histórias de apenas “esticar” linhas de metrô (vide linha 3 vermelha que de “parada no Tatuapé” foi até Itaquera e hoje é a mais terrível de cheia do Mundo; linha 1 – azul, antiga Norte-Sul, esticada até Tucuruvi, etc) não resolve o problema dos transportes. Tem que haver mais linhas e com menos roubo – essa outra história de que assinaram contrato onde o Estado – leia-se nós o povo – paga multa por atraso, é o fim da picada!

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