agosto 12, 2020

O “Trem-Bala”, que ligaria Campinas, no interior de São Paulo, ao Rio de Janeiro, deveria ter começado a funcionar, no máximo, a partir da última terça-feira, 30 de junho. Pelo menos é o que previa o edital 001/2012, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regulamentou a licitação do projeto.

O documento, que foi lançado em dezembro de 2012 e alterado em julho de 2013, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, previa 30 de junho de 2020, como prazo máximo do início da operação do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ficou popularmente conhecido como trem-bala. Ainda, em um segundo edital, as obras deveriam ter sido entregues até 1 de janeiro de 2019. O projeto, no entanto, nunca saiu do papel.

A linha do trem-bala deveria contar com 11 estações entre Campinas e o Rio de Janeiro. O TAV faria o seguinte trajeto: Ele sairia de Campinas, no interior paulista e passaria pelo Aeroporto de Viracopos, ainda na cidade, Jundiaí, São Paulo, Aeroporto de Guarulhos, São José dos Campos, Aparecida (todas no estado de São Paulo), Resende, Barra Mansa, Aeroporto do Galeão e Rio de Janeiro (todas no estado do Rio).

Vale lembrar que parte do projeto era previsto para esta em operação durante a Copa do Mundo de 2014.

Estatal criada para estudar a viabilidade do projeto

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL), foi criada pelo governo federal, justamente para estudar a viabilidade do projeto. Até hoje essa estatal funciona e é usada pelo governo de Jair Bolsonaro, para concessões de rodovias. A empresa presta apoio técnico nas concessões de ferrovias e terminais portuários e também é responsável pelo Plano Nacional de Logística (PNL).

O TAV, no entanto, nunca saiu do papel, principalmente por causa da inviabilidade econômica. O projeto foi discutido por anos, mas os três leilões realizados não atraíram empresas interessadas em bancar os custos. Em 2014, o governo federal previa que a obra custaria em torno de R$ 34 bilhões, mas, a estimativa das empresas era de que o custo total passaria dos R$ 50 bilhões.

Retomada do projeto do trem-bala Rio x SP

O projeto do trem-bala voltou a ser assunto no fim do ano passado, após muito tempo adormecido, quando o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, mostrou interesse em retoma-lo.

“Vamos retomar o projeto. Segundo o ministro Tarcísio [Freitas, da Infraestrutura], um trem de alta velocidade que faria o trajeto em 1h05 ou 1h10 seria um avanço significativo nos transportes, pois a ponte aérea tem dois aeroportos complexos. Se imaginarmos daqui a 10 anos, como vamos estar em termos de economia evoluída, os aeroportos serão sobrecarregados. Um trem ajudaria muito no desenvolvimento e, quem sabe no futuro, chegando até Belo Horizonte”, disse em entrevista ao jornal O Dia na época.

Ainda sim, apesar de não haver nada de concreto em relação a retomada do projeto, empresas chinesas estariam interessadas em tocar as obras do trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

*Com informações da Rádio Jovem Pan

Transporte sobre trilhos

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Igor Roberto

Sou formado em Enfermagem, analista financeiro e de mídias sociais e aspirante em gestão pública. Sou o criador do Rede Noticiando e co-fundador do Mobilidade Porto Alegre. Mobilidade Urbana e transporte público são os meus temas favoritos. A informação é o meu esporte.
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