agosto 12, 2020

Há um ano, a CPTM retirava de circulação os trens da série 1700, que prestavam serviços na Linha 7-Rubi entre as estações da Luz e Jundiaí.

Os trens da série 1700 entraram em circulação em 1987 com a pompa de serem os trens mais velozes do Estado de São Paulo. Foram os primeiros a contar com oito carros e chegaram trazendo um novo sistema de motor. Em seus dias de glória na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), da Rede Ferroviária Federal, os passageiros se aglomeravam na plataforma para esperá-los, pois possuíam mais bancos e espaço interno maior em relação às demais composições da época.

As 12 unidades foram fabricadas pela Marfesa, a maior e mais importante indústria ferroviária nacional da época, que foi vendida para a iniciativa privada em 1995. A frota foi incorporada à CPTM em 1992, quando a empresa foi criada. A Companhia herdou as linhas da CBTU, do governo federal, e da Fepasa, do governo estadual. A cor original dos 1700 era prata. Na reforma feita no ano 2000, foram pintados de azul e tiveram todos os sistemas revisados ou trocados.

Aposentadoria dos trens mais antigos

Todos os trens antigos, tanto da série 1700, quanto da série 1100 só aconteceu, graças a entrega dos 30 trens fabricados pelo Consórcio Hyundai-Rotem.

Além de ar-condicionado e salão contínuo de passageiros (passagem livre entre os carros), os novos trens possuem monitoramento com câmeras na parte externa e interna e são acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência. Há sinalização visual para identificação de assentos preferenciais, espaço para cadeirantes, mapa com indicação luminosa das estações para deficientes auditivos e áudio para deficientes visuais. As composições dispõem ainda de monitores digitais internos com informações sobre a prestação de serviços, além de reconhecimento eletrônico automático do maquinista por meio de biometria.

Viagem de despedida da série 1700 que não aconteceu

A CPTM e o seu próprio presidente, Pedro Moro, chegaram a informar que uma viagem de despedida, semelhante ao que aconteceu com um trem da série 1100, iria acontecer com um trem da série 1700, entretanto, isso nunca aconteceu.

Atualmente, dois trens da série 1700 encontra-sem “intactos” no Pátio da Lapa, são eles o G732 e o G750. As demais unidades estão dispersadas pelos pátios de Ceasa, na Linha 9-Esmeralda, Santa Terezinha, na Linha 8-Diamante e alguns também na Lapa, porém, em estado de sucata, prontos para serem vendidos em futuros leilões.

Transporte sobre trilhos

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Igor Roberto

Sou formado em Enfermagem, analista financeiro e de mídias sociais e aspirante em gestão pública. Sou o criador do Rede Noticiando e co-fundador do Mobilidade Porto Alegre. Mobilidade Urbana e transporte público são os meus temas favoritos. A informação é o meu esporte.
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