julho 4, 2022

Setor de seguros vem apresentando números crescentes desde o começo da pandemia

Desde o início da pandemia, o setor de seguros vem apresentando uma ascensão contínua no Brasil. De acordo com um levantamento da corretora Globus Seguros, houve um aumento de 55% em contratos de seguros de vida nos últimos dois anos, com uma alta recorde em 2021. Já a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) aponta uma arrecadação de R$ 8 bilhões de seguradoras do segmento, entre janeiro e setembro do mesmo ano, um crescimento de 29%, se comparado com o ano anterior.

Acredita-se que a pandemia foi um fator determinante para esse aumento. Até então, o seguro de vida pessoal era um dos menos procurados entre todas as opções, e era majoritariamente contratado por empresas. A crise de saúde global que vivemos fez os brasileiros se preocuparem mais com suas vidas, patrimônios e rendas, levando o número de contratação de seguros individuais a superar até mesmo os coletivos empresariais. De acordo com especialistas, o principal motivo é o medo de deixar as famílias desamparadas.

O seguro de vida e os planos de previdência privada foram os protagonistas desse período, arrecadando mais de R$ 192 milhões somente em 2021. Além de casos de morte, esse tipo de plano também protege em situações de invalidez e sequelas causadas pela Covid-19. Essa é a chamada cultura do cuidado, ou cultura da proteção, o hábito das pessoas se prepararem contra possíveis tragédias como forma de prevenção.

Em países mais desenvolvidos, a cultura do cuidado já é algo mais enraizado. Nos Estados Unidos, pelo menos 30% da população possui seguro de vida, enquanto na Alemanha 43% têm previdência privada, de acordo com dados da CNseg e da Universidade de Oxford. Em 2020, 18% dos brasileiros tinham seguro de vida, e 17%, previdência privada. Com esse aumento contínuo, o Brasil estará cada vez mais próximo desses países, em termos de conscientização.

Com o mercado de seguros crescendo, novas portas poderão se abrir em diversos setores, incluindo nos investimentos. Ações em empresas do segmento e até mesmo em outras não diretamente relacionadas, como o Bitcoin, podem ser alavancadas, e, dessa forma, melhorar os aprimoramentos no setor. Isso também inclui novas campanhas de marketing e conscientização, um ponto importante para alcançar um novo público e expandir a cultura do cuidado pelo país. A tendência é que, com o tempo, as pessoas não se limitem somente a seguros de vida, mas também a todo tipo de proteção em longo prazo.

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Flávia Viana

Jornalista e editora convidada do Rede Noticiando. Contribui com pautas sobre saúde, tecnologia, aplicativos e mobilidade urbana.

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