O conceito de espaço gourmet conquistou o mercado imobiliário. A ideia de que uma varanda nesse modelo é a imitação possível do que seria viver em uma casa, como se fosse um quintal, com churrasqueira, pia extra com coifa de parede e até piscina, deixou de ser privilégio de empreendimentos de grande porte e hoje estão em projetos de quase todos os prédios em construção ou nas plantas.

“As construtoras procuram se diferenciar da concorrência e fazem isso quando conseguem se adequar ao bolso do comprador”, afirmou o vice-presidente de Habitação Econômica do Sindicato da Habitação de São Paulo, Rodrigo Luna.

Para a corretora paraibana Soraya Luna, o espaço gourmet é uma exigência de quase todos os clientes do setor hoje em dia. “Eles estão cada vez mais exigentes em relação aos ambientes na área de lazer e o espaço gourmet mostra sua importância fundamental com a facilidade de unir a família em um único local”, comentou.

“Homens e mulheres utilizam o espaço para receber grande número de visitantes e a família, já que nos apartamentos isso seria complicado devido ao tamanho. Hoje essas áreas charmosas e funcionais são tendências nos empreendimentos que desejam agradar, proporcionar intimidade e conforto não somente aos clientes, mas aos visitantes também”, completou.

Uma pesquisa publicada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção em dezembro do ano passado mostrou que metade – ou 51% – de todos os lançamentos imobiliários no Brasil no terceiro trimestre de 2018 foi impulsionada pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

Entre julho e setembro, 21,4 mil propriedades foram lançadas no país, um volume 30% maior do que no terceiro trimestre de 2017. Se a comparação for feita com o segundo semestre do ano passado, o mercado também registrou melhoras: 17,4% mais construções. Dos 21,4 mil, 10,8 mil imóveis foram erguidos no âmbito do programa estatal.

Os dados corroboram o otimismo do mercado imobiliário com as tendências para o setor em 2019: em novembro passado, o governo federal admitiu gastar R$ 69,8 bilhões em subsídios com o programa neste ano, valor cerca de R$ 23 bilhões inferior ao previsto para 2018.

As expectativas parecem estar sendo confirmadas, porque um estudo da Associação de Registradores Imobiliários de São Paulo, da Associação de Registradores Imobiliários do Rio de Janeiro e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas mostrou em abril que cerca de 159 mil transações imobiliárias aconteceram apenas na cidade de São Paulo em 2018, enquanto o Rio de Janeiro registrou 66 mil vendas e compras de apartamentos no ano passado – crescimentos de 13% e 1% em relação a 2017, respectivamente.

“O mercado vai se moldando ao consumidor e tem condições de oferecer boas opções de lazer sem custar muito”, afirmou o diretor de Negócios da construtora Cury, Leonardo Mesquita. Os apartamentos feitos pela empresa chegam a custar R$ 220 mil, mas possuem varanda gourmet. “O cliente do Minha Casa, Minha Vida consegue comprar, com o mesmo valor, um apartamento com todos os complementos”, finalizou ele.

Redação Noticiando

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