maio 17, 2022

Impactos são positivos quando colaboradores se sentem representados

O mercado corporativo é cheio de divergências, pontos distintos e objetivos diferentes. Mas também existem aqueles momentos, mesmo que raros, que há um consenso quase unânime entre todos. Um exemplo é a aplicação da diversidade nas empresas. Essa concordância acontece porque é essencial que os ambientes de trabalho sejam diversificados, potencializando a inclusão e gerando ações positivas como nunca foram vistas antes.

A legislação brasileira é clara quanto à contratação de pessoas com deficiência física. Segundo o artigo 93 da Lei n° 8.213/91, empresas com mais de 100 funcionários devem ser obrigadas a preencher de 2% a 5% dos cargos com beneficiários reabilitados ou portadores de deficiência. Apesar disso, a diversidade e a inclusão não devem estar associadas apenas a essa Lei. Quando se fala em ter diferentes perfis de colaboradores, o ideal é que os locais de trabalho sejam representados por pessoas que são compatíveis com a diversidade refletida na sociedade.

Há desafios grandes para a aplicação nas organizações, mas esses temas precisam ser tratados com mais urgência. É preciso romper com mazelas estruturais como machismo, homofobia, racismo, entre outras formas de preconceito, que estão presentes dentro de muitas instituições. 

Os times devem ser integrados por homens, mulheres e também integrantes do movimento LGBTQIA+. Também é fundamental considerar diferentes etnias e raças para o quadro de colaboradores. Todos devem ter os mesmos direitos, deveres e oportunidades. As remunerações precisam ser equivalentes. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres ganharam em média 20% a menos do que os homens durante o 4° trimestre do ano passado.

E para isso acontecer, é preciso colocar muita coisa em prática. Isso porque dados divulgados pelo jornal Valor identificaram que apenas 37% das empresas têm orçamento dedicado aos programas de diversidade, equidade e inclusão. É um número muito baixo, e não é um projeto de RH que vai mudar isso. É preciso ter pautas estratégicas. 

Uma das maneiras possíveis de começar é alinhar o posicionamento com os stakeholders da empresa e fazer um diagnóstico. A partir daí, políticas precisarão ser criadas com os resultados obtidos nas etapas anteriores.

Outro passo importante é fomentar constantemente a cultura inclusiva. É preciso disseminar as informações por toda a empresa, garantindo que a diversidade seja valorizada. A mobilidade também deve ser aplicada, promovendo práticas justas, seguras e livres de qualquer tipo de assédio.

O resultado é um só. Quando a empresa cumpre o seu papel social e passa a ter uma postura voltada para a diversidade, ela passa a ser vista de uma maneira mais atraente por consumidores, clientes e parceiros. Além, claro, dos próprios colaboradores, que se sentem definitivamente pertencentes àquela organização.

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Flávia Viana

Jornalista e editora convidada do Rede Noticiando. Contribui com pautas sobre saúde, tecnologia, aplicativos e mobilidade urbana.

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