outubro 22, 2020

O Metrô de São Paulo pode ser afetado por uma greve na próxima terça-feira, 28 de julho, a partir da meia-noite. A informação foi dada pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

A entidade que representa a categoria alega que a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) anunciou um corte de 10% na folha salarial de todos os funcionários, devido à queda de arrecadação durante a pandemia do novo coronavírus. A paralisação afetaria as linhas 1 – Azul, 2 – Verde, 3 – Vermelha e 15 – Prata.

Os trabalhadores já tinham planejado uma greve para 1º de julho que foi adiada para o dia 8 a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Na segunda data proposta, o sindicato cancelou a paralisação porque havia expectativa de negociar com empresa e governo estadual, postergando-a para o dia 28. Porém, segundo Wagner Fajardo, um dos coordenadores do sindicato, não houve avanço desde então. Uma audiência com o TRT marcada para o dia 27 de manhã pode mudar os planos da greve na próxima semana, mas apenas se houver acordo favorável aos metroviários.

“O Metrô manteve a sua intransigência e nós decidimos manter a nossa greve, mas essa noite fomos surpreendidos com a notícia do Metrô de que ele vai tirar 10% do salário, alegando falta de dinheiro”, disse ele em entrevista coletiva nesta tarde. A categoria também protesta contra diminuição e corte de “vários direitos dos metroviários nos salários de junho”.

A justificativa de crise não convence a categoria, segundo explicou Alex Santana, diretor da Federação Nacional dos Metroferroviários (Fenametro). “O relatório do Metrô mostra uma defasagem de quase 2 mil metroviários, mas mesmo assim os índices melhoraram, e nos últimos cinco anos houve aumento da receita, tarifária e não tarifária, e diminuição de despesas.”

Corte dos altos salários

Para o sindicato, uma solução para a possível crise do Metrô seria cortar “os altíssimos salários de uma pequena parcela de funcionários” que ganha acima do teto do governador e acaba por onerar a capacidade financeira da companhia.

Segundo a categoria, as propostas do Metrô são reduzir a participação da empresa do plano de saúde dos trabalhadores, cortar os adicionais noturnos de 50% para 20% e as horas extras de 100% para 50%. “A gente acredita que o Metrô está tentando se aproveitar da pandemia para fazer enxugamento no nosso acordo coletivo, porque nós, os engenheiros e o próprio tribunal propusemos acordo emergencial durante a pandemia e o Metrô não aceita e quer fazer acordo reduzido para os próximos dois anos”, disse Fajardo.

O que disse o Metrô de São Paulo

O Metrô disse em nota ao UOL que diversas medidas de ajuste financeiro foram tomadas durante a quarentena, como a renegociação e suspensão de novos contratos e a adoção de home office definitivo em alguns setores. No entanto, com a baixa arrecadação por um longo período, serão pagos apenas 90% do salário de julho dos funcionários, com o acerto total apenas quando obtiver receita.

A companhia ainda informa que, mesmo com a crise provocada pela covid-19, transportou 35% da demanda comum de passageiros, conseguindo manter em 100% a oferta de trens. Ainda explica que foi honrado por quatro meses o pagamento integral de salários e benefícios.

Em caso de greve dos metroviários

O sindicato afirmou que, caso ocorra, a paralisação dos metroviários começará a meia-noite do dia 23 (de segunda para terça-feira) durante as 24 horas do dia. Porém, existe a possibilidade de que a greve dure mais tempo ou que ela seja suspensa, mas com os trabalhadores atuando com catracas livres, se for o caso.

Transporte sobre trilhos

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Igor Roberto

Sou formado em Enfermagem, analista financeiro e de mídias sociais e aspirante em gestão pública. Sou o criador do Rede Noticiando e co-fundador do Mobilidade Porto Alegre. Mobilidade Urbana e transporte público são os meus temas favoritos. A informação é o meu esporte.
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