Alfa Manager opera como empresa 100% digital com equipe de 7 pessoas

Alfa Manager opera como empresa 100% digital com equipe de 7 pessoas

A Alfa Manager funciona como uma empresa 100% digital com 7 contratados, segundo dados operacionais da própria companhia, que vende ativos digitais validados para quem anuncia na Meta. Atendimento, suporte, venda e entrega acontecem on-line, com venda automatizada na loja e entrega imediata do ativo ao cliente. 

O número interessa a quem acompanha tecnologia e comércio eletrônico porque mostra o passo seguinte à venda pela internet. Em vez de digitalizar só o caixa, a companhia levou ao ambiente on-line todas as funções que tocam o cliente, do primeiro contato ao suporte depois da compra. 

O que significa ser uma empresa totalmente digital na prática? 

Uma empresa totalmente digital leva ao ambiente on-line todas as funções que tocam o cliente, e não apenas a venda. 

Vender pela internet exige uma loja virtual e um meio de pagamento, enquanto operar inteiramente on-line exige também que o pedido seja entregue, que a dúvida seja respondida e que o problema depois da compra seja resolvido sem que o cliente precise se deslocar. 

No caso da Alfa Manager, as quatro frentes estão no digital. 

A venda é automatizada na loja virtual, a entrega do ativo é imediata e o atendimento e o suporte são feitos a distância pela própria equipe. 

Para um negócio ser considerado totalmente digital, quatro funções precisam funcionar sem presença física.  

  1. Venda, com loja virtual, pagamento e liberação automática do pedido. 
  2. Entrega, com o produto ou serviço repassado por meio digital, sem logística de balcão. 
  3. Atendimento, com canais de mensagem e correio eletrônico para as dúvidas antes da compra. 
  4. Suporte, com a resolução de problemas depois da venda também feita a distância.  

A agilidade de resposta vira parte do serviço, porque todo o contato com o comprador acontece por canais digitais. 

Vender pela internet já é regra para 61% das empresas conectadas 

Seis em cada dez empresas brasileiras com acesso à internet já vendem on-line, segundo a pesquisa TIC Empresas do Cetic.br. 

O indicador mostra que 61% das empresas com acesso à internet venderam pela internet nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, número que serve de contexto ao caso de uma empresa 100% digital, sem comparação direta, porque a pesquisa mede empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas. 

O Cetic.br, sigla do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, integra o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A venda on-line aparece em patamar parecido em todos os portes medidos pelo levantamento. 

Porte da empresaVendeu pela internet nos últimos 12 meses
Total das empresas com acesso à internet61%
De 10 a 49 pessoas ocupadas61%
De 50 a 249 pessoas ocupadas62%
250 ou mais pessoas ocupadas57%

Lidos pelo lado de quem empreende, os números indicam que ter loja virtual deixou de ser diferencial em qualquer porte medido. 

O que separa as operações passa a ser o restante da jornada, ou seja, quanto do atendimento, da entrega e do suporte também sai do presencial. 

Como funciona a operação digital, da venda ao suporte? 

Na Alfa Manager, a venda é automatizada na loja virtual e o ativo é entregue logo após a compra. 

O cliente escolhe o ativo, paga e recebe o acesso sem esperar por um vendedor, enquanto a equipe de 7 contratados atua no comercial, no atendimento e no suporte depois da venda, frente que a empresa descreve como humanizada e voltada à velocidade de entrega e à resolução de problemas. 

O que a empresa vende 

O catálogo inclui BMs com histórico de gasto. BM é a sigla de Business Manager, a conta empresarial de anúncios da Meta, chamada em português de Gerenciador de Negócios. A companhia também oferece aluguel de estruturas de contingência e desenvolve softwares próprios vendidos como serviço. 

Validação, procedência e garantia 

Os ativos têm procedência, passam por validação antes da venda e são entregues com garantia por escrito, segundo a empresa. 

Para o comprador, esses três pontos funcionam como critério de comparação entre fornecedores, porque dizem de onde vem o ativo, o que foi conferido antes da entrega e o que a garantia cobre. 

A venda de ativos é tratada pela companhia como comércio comum, com regras claras de entrega. 

Nenhum ativo elimina o risco de restrição pela plataforma de anúncios, e por isso a garantia por escrito e a rapidez de reposição entram na decisão de compra. 

Por que o gestor de tráfego precisa de resposta no mesmo dia? 

Quem roda anúncios em volume depende de conta ativa todos os dias, e uma BM que cai interrompe a campanha em andamento. 

O público da Alfa Manager é formado por gestores de tráfego e donos de operação que veiculam anúncios de resposta direta em volume na Meta, perfil para o qual cada hora com a campanha parada é tempo sem vendas e a reposição do ativo precisa seguir o ritmo da rotina de anúncios. 

Quando a BM caiu no meio de uma campanha, o gestor precisa de um novo ativo pronto para uso e de alguém que responda à dúvida de configuração na hora. 

A combinação de venda automatizada com suporte on-line atende as duas demandas sem depender de horário comercial de loja física. 

Um modelo híbrido, com parte do atendimento presencial, acrescentaria deslocamento e agenda a uma entrega que já acontece por acesso digital. Em serviço desse tipo, a etapa presencial não muda o que o cliente recebe e tende a alongar o tempo de resposta. 

O que uma empresa 100% digital enxuta ensina a quem empreende? 

O caso mostra que automatizar a venda libera a equipe pequena para cuidar do que não se automatiza bem, o suporte. 

Com a loja fazendo a cobrança e a entrega sozinha, as pessoas da empresa ficam no ponto em que o cliente mais sente a diferença, a resolução de problema depois da compra, divisão de trabalho que qualquer negócio de serviço digital pode testar antes de contratar mais gente. 

Para quem estuda montar uma operação parecida, o caso da Alfa Manager sugere alguns pontos de decisão.  

  • Mapear quais etapas de uma empresa 100% digital podem ser automatizadas sem perda de qualidade, como pagamento e liberação do pedido. 
  • Reservar a equipe para as etapas em que o cliente precisa de uma pessoa, como o suporte depois da venda. 
  • Deixar por escrito procedência, validação e garantia, para que o comprador compare antes de pagar. 
  • Medir a velocidade de entrega, porque em uma empresa 100% digital o prazo de resposta faz parte do produto. 
  • Documentar os processos antes de crescer, já que a empresa 100% digital com poucos contratados depende de rotina clara para escalar.  

O modelo enxuto também tem limite. Com poucos contratados, a ausência de uma pessoa pesa mais no atendimento, e o aumento da demanda exige processos documentados antes de ampliar a equipe. 

Operações híbridas ainda fazem sentido quando o produto exige demonstração física, instalação no local ou assinatura presencial de contrato. Fora desses casos, o presencial vira custo fixo sem efeito sobre a entrega. 

À frente da Alfa Manager está Isaac Barreto, que aparece como CEO no perfil profissional do executivo. Criada como empresa de soluções digitais, a empresa 100% digital atende gestores de tráfego de todo o Brasil e está em expansão para a América Latina, segundo informações da companhia.

Álvaro Lordêlo

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