outubro 4, 2022

Com a implementação de sensores e softwares de inteligência artificial, os carros autônomos devem ser capazes de interpretar cenários e evitar acidentes

O futuro e o imenso mundo de possibilidades sempre alimentou a imaginação de muitos. Nas diferentes representações artísticas como pinturas, esculturas, literatura ou nas produções de TV e cinema, o futuro costuma ser um tema frequente e ponto central de obras marcantes. 

Dentre os tópicos recorrentes da ficção científica, está a inteligência artificial e a representação de carros autônomos que utilizam essa tecnologia. Imaginar onde a mente humana e suas invenções podem nos levar é sempre interessante. Entretanto, o que pensávamos ser uma realidade distante está cada vez mais próximo de fazer parte do nosso cotidiano.

As tecnologias têm avançado a passos largos nas últimas décadas. Toda e qualquer invenção pode tornar-se obsoleta rapidamente com o surgimento de novas e melhoradas versões. É o que se espera que aconteça com os carros que conhecemos e usamos atualmente. Diversas empresas de tecnologia ou do ramo automobilístico vêm realizando pesquisas para desenvolver ferramentas e descobrir maneiras de implementar melhorias nos veículos, para torná-los mais inteligentes.

Algumas mudanças já podem ser percebidas e estão presentes em diversos modelos disponíveis no mercado. É o caso de carros com câmbio automático ou com sensores de movimento na parte traseira. Ambas as funcionalidades auxiliam a evitar acidentes e facilitam a vida do condutor, assim como fazem parte de uma categoria de dispositivos inteligentes, que devem ser difundidos para cada vez mais marcas e modelos de automóveis..

Como funcionam os carros autônomos

As mudanças citadas anteriormente podem ser consideradas um pontapé inicial, e essas funcionalidades introduzem aspectos importantes de como os carros autônomos devem funcionar daqui para frente, como no caso dos sensores.

Os carros autônomos devem vir equipados com vários sensores e câmeras capazes de detectar obstáculos e sinalização de trânsito. Para isso, os dispositivos estarão localizados por todos os lados do automóvel, para evitar ao máximo a possibilidade de acidentes e uma colisão inesperada, quaisquer sejam os motivos.

Dessa forma, o carro deve ser capaz de detectar a sinalização de trânsito, como placas de velocidade, faixas, calçadas e até mesmo semáforos, entre outros elementos presentes na pista. Também detectam carros, caminhões, motocicletas, bicicletas, pessoas e animais que surgirem nas proximidades do automóvel. 

A necessidade de utilização de inteligência artificial

Entretanto, os sensores sozinhos não são o suficiente para interpretar esses elementos encontrados no caminho. Para que o carro seja capaz de emitir uma resposta, é necessário haver um sistema de inteligência artificial programado para reconhecer situações e tomar decisões automáticas para não haver acidentes, como batidas e atropelamentos, por exemplo.

Equipado tanto com sensores quanto com um sistema de inteligência artificial, os carros poderão se movimentar sem um motorista, já que serão programados para reagir às situações imediatamente. Essa tecnologia, apesar de avançada, ainda não está completa, e atualmente a maioria dos carros autônomos disponíveis necessita que o motorista esteja atento e pronto para assumir a direção, caso seja necessário.

Quais marcas têm pesquisado soluções

Nenhuma montadora quer ser deixada para trás, e, portanto, todas buscam desenvolver soluções e ferramentas para introduzir essas tecnologias em seu catálogo de produtos. Marcas como Toyota, Audi, BMW e Mercedes-Benz são algumas delas. Entretanto, a empresa mais conhecida desse novo mercado é a Tesla, comandada por Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo.

Musk e sua empresa são conhecidos internacionalmente por seus carros automáticos, que já estão disponíveis no mercado desde 2008. Atualmente, os automóveis da marca são equipados com câmeras externas, que contam com uma visão computacional, um software que permite que elas reconheçam todo o ambiente ao seu redor.

Quais são as vantagens de um carro autônomo

Dentre as principais vantagens de um carro autônomo, está a diminuição de acidentes e fatalidades no trânsito. As máquinas, quando corretamente programadas, serão capazes de evitar batidas e atropelamentos, por conta dos sensores de movimento, impossibilitar manobras perigosas, não permitir ultrapassagens em locais não permitidos, proibir o cruzamento em sinal vermelho, etc.

Outro aspecto benéfico permitido com a automatização dos carros é que evita as más práticas de motoristas, no geral. As máquinas não permitirão a quebra de código de trânsito e não estão suscetíveis a cansaço, sono, embriaguez e distração, como os condutores, evitando os acidentes por essas razões também.

Os níveis de automação

A Sociedade dos Engenheiros Automotivos (SAE) expressa que existem 6 níveis de automação dos veículos. São eles:

Nível 0 – Sem automação

Nesse nível, o carro é totalmente dependente do motorista. O automóvel pode contar com a presença de sensor e câmera traseira de ré, travamento automático ou mecanismos que alertam a falta do cinto de segurança, por exemplo. Entretanto, é o motorista que dirige completamente o carro.

Nível 1 – Assistência ao motorista

O carro ainda é totalmente dependente do condutor, mas ele conta com algumas funções mais simples que auxiliam seu trabalho. Algumas delas são manutenção da aceleração, controle de velocidade adaptativo e centralização na faixa.

Nível 2 – Automação parcial

O motorista deve manter as mãos no volante, mas neste nível os carros já contam com sistemas de direção automática, com aceleração e frenagem em alguns cenários.

Nível 3 – Automação condicional

Um motorista deve estar disponível para assumir a direção em caso de emergência, mas, neste nível de automação, o carro já é capaz de se autoconduzir. Ele utiliza sistemas de assistência ao motorista e inteligência artificial para tomar decisões.

Nível 4 – Alta automação

Esse nível de automação ainda não está disponível. Nele, o carro é capaz de fazer tudo sozinho, em áreas específicas. Algumas empresas têm feito testes com esse conceito, como o Ioniq 5, da Hyundai. Esses modelos de automação devem ser utilizados no futuro para táxis automáticos, viajando entre pontos determinados.

Nível 5 – Automação completa

No nível mais alto de automação, não existe a necessidade de um motorista. Os usuários podem acionar o sistema através de comandos de voz, definir um destino e interagir com algumas funções, menos dirigir. O carro deve contar com uma inteligência artificial bastante complexa e completa, capaz de aprender com os cenários vividos, seus erros e reagir a situações de risco e perigo.

Quais profissionais trabalham com o desenvolvimento dessas tecnologiasEssas tecnologias são trabalhadas por profissionais de várias áreas, já que os automóveis são extremamente complexos, e muitas disciplinas são utilizadas para o seu desenvolvimento. Entre elas, estão engenharia mecânica EAD, engenharia elétrica, engenharia mecatrônica, engenharia automotiva e também áreas da computação para a implementação de inteligência artificial e desenvolvimento de softwares, como engenharia da computação e ciência da computação.

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Flávia Viana

Jornalista e editora convidada do Rede Noticiando. Contribui com pautas sobre saúde, tecnologia, aplicativos e mobilidade urbana.

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