ViaMobilidade utiliza apenas 26 dos 34 trens disponíveis na Linha 5-Lilás

Apenas 26 dos 34 trens operam atualmente, segundo a concessionária
A expansão da Linha 5-Lilás de metrô até a estação Chácara Klabin aumentou o fluxo de passageiros, mas a operação da linha não acompanhou essa demanda. Dos 34 trens disponíveis, apenas 26 da Frota P estão em circulação. Os oito trens da Frota F permanecem fora de operação, impactando no aumento da oferta de lugares e na diminuição do intervalos entre os trens.

Trens da Frota F estão parados desde a concessão
A Frota F é composta por trens mais antigos, com divisórias internas, fabricados entre 2001 e 2002 por empresas como Alstom, CAF e Siemens. Desde a concessão da linha à ViaMobilidade, havia a expectativa de que esses trens fossem reformados para continuar em operação. No entanto, isso nunca se concretizou.
Apesar do compromisso firmado na concessão, a empresa deixou os trens parados e optou por operar apenas com os modelos mais novos da Frota P. Com isso, a capacidade de transporte foi reduzida, impactando diretamente na qualidade do serviço prestado à população.
A concessionária chegou a realizar a operação de uma unidade na linha, no entanto, o desempenho do trem comparado as demais composições operantes, ficou abaixo do esperado pelas equipes de operação.
Resposta da Artesp sobre o tema
Procurada, a ViaMobilidade encaminhou a questão à ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que respondeu por meio de nota:
“Os trens da Frota F não estão em operação devido às condições atuais desses veículos, causadas pela falta de insumos e peças no mercado para manutenção.
Já existe um estudo para a aquisição de novos trens, considerando a futura extensão até o Jardim Ângela, com decisões baseadas na legislação e no interesse público.”
Solução pode demorar
Enquanto os estudos para a compra de novos trens seguem sem previsão de conclusão, os passageiros enfrentam diariamente os efeitos da frota reduzida: superlotação, viagens desconfortáveis e aumento nos tempos de espera.
A desativação definitiva da Frota F, embora ainda não confirmada, se torna uma possibilidade cada vez mais concreta diante da falta de ações efetivas para a recuperação dos trens.
Quem passa pela região do Pátio Guido Caloi pode avistar alguns trens dessa série encostados sobre o efeito do tempo.