Dia 1º de janeiro de 2019 é marcado pela posse do novo Governador do Estado de São Paulo, João Doria, do PSDB. Mas o que esperar do “novo” governo nos próximos quatro anos?

É claramente aberta e jogada aos quatro ventos a intenção do Governador eleito João Doria de fazer um verdadeiro leilão das posses públicas, que vão desde parques, imóveis e transporte coletivo (Metrô e CPTM).

Seguindo a tradicional bandeira partidária da legenda PSDB e de seus antecessores José Serra e Geraldo Alckmin, também do mesmo partido, que concederam para a iniciativa privada a linha 4-Amarela e mais recentemente a linha 5-Lilás para o Grupo CCR, que também tem o domínio de rodovias no Estado de São Paulo, como o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, dentre outras rodovias.

Neste artigo, eu focarei apenas no sistema metroferroviário da Grande São Paulo.

Mas o que esperar dessas privatizações? Será que vale a pena? É justo conceder a iniciativa privada um sistema tão complexo?

Vemos muito, mesmo que nas entrelinhas, que o sistema é sucateado, jogado às traças, para depois ter argumentos que a ideia da privatização é a melhor.

Pode até ser que seja, mas já passaram pra pensar como é feita essa transação? Como ficam as pessoas que trabalham no atual sistema e que podem perder seus empregos em nome da política? Os valores são realmente lançados como deveriam?

Atualmente a passagem na linha 4-Amarela tem o mesmo valor de todo o sistema, ou seja, não tem reajustes. Mas sabe por que? Por que o Governo do Estado de São Paulo “paga a diferença” por cada passageiro transportado nesta linha.

Se dependesse da Companhia que administra essa linha, o valor seria cobrado “diretamente” na catraca, no bolso do passageiro.

Sem contarmos ainda, na falta de transparência por parte dessas companhias que omitem falhas, na maior naturalidade para os seus passageiros.

Tudo isso em nome do bem estar da privatização. Afinal de contas, é interessante ficar estabilizado e garantindo o “gordo” contrato para a companhia que é assinado entre o governo que acaba saindo, muitas das vezes em desvantagem pois entrega um sistema totalmente concluído, visto a linha 5-Lilás, que só foi concedida à iniciativa privada, após a sua total conclusão. Ou seja, o governo construiu e entregou a um preço muito aquém daquele que realmente vale.

A privatização pode ser uma doce ilusão para aqueles que acreditam nesta condição. Não que atualmente esteja tudo a mil maravilhas, longe disso! Porém, não é correto entregar de graça todo um sistema, totalmente concluído a apenas uma única empresa, gerando de certa forma um monopólio. Será mesmo que somente ela tem a melhor proposta? Fica a reflexão!

O correto seria a inciativa privada, com suas próprias pernas, construir e administrar. Mesmo que fosse necessário, uma troca! O Governo do Estado de São Paulo poderia até abaixar os impostos das construções, ou apresentar um modelo do projeto. E assim fazer uma negociação mais justa.

João Doria colocará o estado à venda, mas será que o preço pago é o justo? Valerá a pena ficar na mão de empresas que só visam lucro e não qualidade?

Podemos esperar de tudo, pois o atual governo, fará muito o chamado endo marketing ou marketing pessoal. Só esperamos que seja real. Pois se for falso, com certeza será cobrado!

Mario Musial

Técnico de Radiologia, operador de equipamento de Ressonância Magnética, administrador e colunista no Rede Noticiando.
Siga-me:

Posts relacionados

  1. Querido, o texto carece de informações sólidas e realistas. De novo aquela história de “privatização” todos nós sabemos que Concessão não é Privatização, a empresa pagou uma outorga por um valor inferior justamente para operar a linha por um certo período, tudo continua sendo patrimônio da CMSP (Metrô). Referente a qualidade, os serviços prestados pela ViaMobilidade (Operadora da Linha 5-Lilás) já se mostram muito superiores ao do Metrô Estatal, sem desmerecer a CMSP.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.