setembro 26, 2020

Um artigo interessantíssimo sobre mobilidade, girando em torno dos carros e dos ônibus, foi publicado pelo jornal “Folha de São Paulo”, mostrando a comparação entre os veículos, no quesito locomoção. Abaixo nós destacamos alguns trechos dele.

“Imagine que você tem um carro, mas só pode sair da garagem com ele a cada meia hora. Se perder esse momento, terá de esperar. Um ônibus que demora funciona da mesma forma: restringe a circulação das pessoas de modo muitas vezes cruel.

A comparação foi feita por Steven Higashide, especialista em transporte e autor do livro “Better buses, better cities” (Melhores ônibus, melhores cidades), durante entrevista ao podcast 99% Invisible.

No programa, de 35 minutos e em inglês, Higaside resume os principais pontos do livro. Ele lembra que os ônibus têm uma imagem ruim em boa parte das cidades, mas que ações de marketing não são capazes de mudar isso: é preciso melhorar o serviço, começando por ampliar a oferta de horários.

“Aumentar a frequência faz com que as pessoas possam contar com o serviço e usá-lo de maneira natural, sem ter de se programar tanto”, disse. Ele avalia que, com mais gente usando os ônibus e tendo uma boa experiência, a propaganda boca a boca atrairia mais público, em um ciclo positivo.

Higashide também lembra que os ônibus permitem flexibilidade para mudanças: é possível alterar as rotas facilmente, pois não há trilhos fixos como no metrô. Apesar disso, as cidades mexem pouco nas linhas e mantêm serviços idênticos por décadas, enquanto transformações urbanas e sociais mudam constantemente as necessidades dos passageiros.

Outro ponto debatido é a tarifa: ele elogia o modelo de valor mensal máximo, adotado em Londres. Por exemplo: imagine que um passe mensal, com viagens ilimitadas, custe R$ 300. No entanto, os passageiros não precisam comprá-lo de uma vez: podem ir pagando de forma unitária e, caso o gasto total chegue a R$ 300 naquele período, as viagens extras não serão mais cobradas até o fim do mês, sem que o usuário precise fazer nada.

O especialista comentou ainda a importância de cuidar das calçadas, pois um caminho difícil para chegar ao ponto de ônibus também desestimula seu uso. E lamentou que é comum que o transporte e a manutenção viária sejam feitas por órgãos públicos diferentes, que frequentemente não se conversam.

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Dayane Priscila

Estudante de Desenvolvimento de Sistemas. Amante de livros, fotógrafa aspirante e amante de astronomia. Dona do instagram Diário da CPTM
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