outubro 4, 2022

Estudo realizado pela DataReportal revela o comportamento dos usuários de cada país no ambiente digital e ajuda no desenvolvimento e direcionamento de estratégias de marketing 

Diariamente, milhares de pessoas utilizam a internet, seja para se comunicar nas redes sociais, buscar informações ou consumir conteúdos que são capazes de influenciar na tomada de decisões. O universo digital está tão incorporado em nosso cotidiano que dificilmente deixará de fazer parte. Pelo contrário, a tendência é evoluir e expandir cada vez mais o uso dessa ferramenta para facilitar a vida. 

Essa é uma realidade que vem se transformando com maior intensidade nos últimos anos, e acompanhar de perto todas as mudanças é fundamental para entender o comportamento do público, que se altera de acordo com o país de origem. Desmistificar o conhecimento e ampliar as informações sobre o uso da internet é o que motiva o relatório anual desenvolvido pela DataReportal, iniciativa da consultoria Kepios, empresa sediada em Cingapura, em parceria com a Hootsuite, a We are Social, entre outras instituições. 

Com base em estudos desse tipo, é possível entender o que os usuários gostam de fazer na internet ou consumir nas redes sociais. Mas não só isso,  quem são essas pessoas, por onde elas acessam as plataformas e qual é o nível de confiança que elas possuem no virtual. Todos esses fatores são determinantes para as compras online e a confiança nas marcas, e podem guiar qual é o caminho certo a seguir para atrair os consumidores.

Dados analisados dos usuários de Portugal demonstram que há um universo de possibilidades a ser explorado na região. As marcas que fortalecerem o desenvolvimento e direcionamento assertivos de estratégias de marketing digital poderão se destacar diante das demais e conquistar a confiança dos consumidores. 

Como se conectam nas redes sociais e web em geral?

Em uma análise minuciosa, a pesquisa “Digital 2022: Portugal”, desenvolvida pela DataReportal, revelou que cerca de 85% da população portuguesa acessa frequentemente a internet, o que corresponde a 8 milhões de usuários. Esse número cresceu cerca de 3% entre 2021 e 2022, com 60% mais acessos nas redes móveis e 12% em aparelhos fixos.

Para navegar na internet, 93,7% utilizam os smartphones, 2% a mais do que no ano anterior. Segundo a GSMA Intelligence, especialista em dados do mercado, existem mais de 16 milhões de celulares conectados em Portugal, o que corresponde a 158,3% da população. Como meio de acesso predominante, vender celular por lá pode ser uma boa, pois muitas pessoas têm mais de um aparelho, para separar o pessoal do profissional.

Ainda assim, existem outros meios que recebem um grande tráfego diário, conforme mostra a DataReportal. São eles: computador e notebook  (86%); tablet (47,1%); consoles (34,8%); smartwatch (30,4%); smart TV e streamings (19,2%). Esses aparelhos são os principais responsáveis por fazer com que os portugueses passem aproximadamente 8 horas por dia na internet.

Eles investem em torno de 3h30 acessando a internet pelo celular e 4h30 via computador e tablet. Somente nas redes sociais são dedicadas 2h30, enquanto a televisão ocupa quase 3h. Já as notícias da imprensa ficam com 1h, tempo similar ao da música (1h11) e da rádio (1h17). Podcasts e jogos gastam cerca de 38 minutos cada.

Além de apresentar quanto tempo os portugueses passam online e os principais meios de acesso à internet, o estudo “Digital 2022” revelou que 76% dos portugueses se preocupam em consumir conteúdos verdadeiros, ou seja, se importam em conseguir identificar o que é real e o que é falso. A pesquisa também detalhou o que eles fazem no ambiente digital. 

Os resultados mostraram que 82,4% procuram informação; 71% pesquisam como fazer as coisas; 70,2% se comunicam com amigos e família; 69,2% acompanham as notícias e os acontecimentos; 65% ouvem música; 64,8% buscam ideias para se inspirar; 64,4% pesquisam marcas; 62,4% escolhem destinos e viagens; 56,5% gastam o tempo livre; 54,5% assistem a vídeos, filmes e programas de TV; 54,5% pesquisam informações sobre saúde e produtos médicos. 

A influência das redes sociais  

Entre as principais plataformas de comunicação e interação virtual, três se destacam em Portugal. São elas o Instagram, com 27,3% de usuários, o Facebook, com 26,6%, e o WhatsApp, com 20,1%. Dados como esse, atrelados aos que mostram o que os internautas mais procuram quando estão online, contribuem com a produção e distribuição de um conteúdo mais assertivo, tanto em relação ao tema como para investir na ferramenta mais adequada.

Outro detalhe importante é o papel dos influenciadores digitais na decisão dos consumidores; afinal, 47,9% das pessoas buscam informações sobre marcas ou produtos nas redes sociais. Outros 33% seguem as marcas que já compraram e confiam, e isso também acontece com restaurantes, programas de TV, celebridades ou organizadores de eventos, entre outros.   

Compras e pagamentos na internet 

Ainda de acordo com a DataReportal, há uma oportunidade de investir em aperfeiçoar os e-commerces para proporcionar mais segurança e uma melhor jornada de compra aos consumidores portugueses. Apesar de mais de 86% terem recebido pagamentos digitais em 2021, apenas 25% realizaram uma compra online no mesmo período. 

A pesquisa também mostrou que uma boa experiência de compra é fundamental para a conclusão do ciclo, ou seja, muitos podem acabar desistindo antes mesmo de chegar na etapa final. Entre os fatores que mais influenciam na decisão, estão entrega gratuita (74,5%), disponibilização de cupom de desconto (49,9%) e check-out simplificado (39,2%). 

Além disso, 61,4% dos consumidores tendem a ponderar se compram ou não algo realizando pesquisas. Além das buscas nas redes sociais,  63,9% procuram conhecer a marca através de plataformas como o Google e 35,8% utilizam sites de comparação de preço para avaliar se o gasto será um bom negócio. 

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Flávia Viana

Jornalista e editora convidada do Rede Noticiando. Contribui com pautas sobre saúde, tecnologia, aplicativos e mobilidade urbana.

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