A Seleção Brasileira fez bem ao terminar a Copa América confirmando seu papel de favorita. Contra a seleção do Peru, que chegou à final do campeonato à base da raça e da técnica que carrega o atacante do Internacional, Paolo Guerrero, desde seus anos jogando no seu país de origem pelas categorias de base do Alianza Lima, tudo o que o Brasil precisava fazer era seguir receita semelhante à que lhe deu uma vitória de 5 a 0 contra o mesmo time apenas algumas semanas atrás, durante a fase de grupos do torneio.

E foi isso que fez o Brasil. Os gols de Everton e de Gabriel Jesus no primeiro tempo saíram de maneira fácil, mesmo com Guerrero descontando a vantagem no meio desse tempo. E mesmo com Jesus sendo expulso com um segundo cartão amarelo com 20 minutos de jogo faltantes, o Peru não encontrou formas de ameaçar o Brasil apesar de sua vantagem numérica. Ainda encontramos espaço para mais um gol, com Richarlison anotando seu tento ao converter um pênalti ganho já nos minutos finais da partida.

Para alguns, essa facilidade pode até mesmo ser vista como algo negativo. Afinal, o maior teste pelo qual o Brasil passou foi o Paraguai já nas quartas de final, que segurou o time da casa em um empate sem gols e quase eliminou os mesmos na reedição de um desastre que já tinha acontecido em 2011 e em 2015, pelos pênaltis.

Enquanto que na etapa seguinte, a Argentina fez de tudo para provar que a defesa brasileira é de fato uma das melhores do mundo.

Defesa essa que em grande parte explica o Brasil sendo colocado como favorito ao título da próxima Copa do Mundo na https://apostas.betfair.com/.

Uma vez que essa solidez garantida pela mistura de veteranos e jogadores mais jovens – mas que ainda carregam muito tempo de experiencia em solo europeu – tem sido o fator principal de boas performances da Seleção aqui na América do Sul.

É bem possível que tais performances serão dadas continuidade no ano que vem, quando teremos mais uma edição da Copa América como forma de recalibrar seu calendário, fazendo com que ela acompanhe a disputa da https://pt.uefa.com/uefaeuro-2020/.

E já que as nossas seleções rivais mostram poucos sinais de renovação, ainda mais de um ano para outro, tem-se assim terreno aberto para que o Brasil aproxime a próxima Copa mais uma vez como favorita.

Um novo título colocaria o Brasil (hoje com 9 títulos) mais próximo de Uruguai (15) e Argentina (14) no ranking de troféus da Copa América levantados ao longo da história – e disso, poucos irão reclamar.

Mas a preocupação quanto ao nível dos sul-americanos perante o resto das seleções do mundo, e principalmente as europeias, é algo a ser avaliado de maneira séria não só pelos fãs, mas também pela própria http://www.conmebol.com/pt-br como organização máxima do futebol do continente.

Enquanto a sua contraparte europeia, a UEFA, procura promover de todas as formas maneiras de elevar o futebol de base e consequentemente o desenvolvimento de novos talentos continente afora, a impressão que se passa é que a CONMEBOL tem pouco interesse em fazer algo semelhante.

Juntando isso com as “secas” de talento que vários países da região passam, e o cenário acaba sendo calamitoso não só para a próxima Copa América, mas até mesmo para a Copa do Mundo a ser realizada no Qatar em 2022.

Mas para que haja alguma ação a partir da CONMEBOL para endereçar tais problemas, é necessário que as organizações que a compõem também se movimentem em prol dessas melhorias. Caso contrário, o longo prazo pode apresentar para o continente um cenário desnecessariamente ruim e atípico no quesito “criação de talentos”.

Algo vital não só para os clubes criarem valor no mercado de transferências, mas também para manter e elevar o nível das seleções nacionais dentro e fora da América do Sul.

Redação Noticiando

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