setembro 23, 2020

No dia 28 de julho de 2000 ocorreu o maior acidente de trens na história da administração da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A ocorrência envolveu dois trens, tudo isso na estação Perus.

Por volta das 21h15, uma composição da série 1100, vinda do Jaraguá com destino a estação de Francisco Morato, estacionou na Estação Perus devido à falta de energia. Uma outra composição da série 1700, que estava estacionada na mesma linha e pelo mesmo motivo e, que já havia sido esvaziada, perdeu os freios em um trecho de descida, percorreu 5,5 quilômetros em oito minutos e colidiu com o trem estacionado na estação Perus.

O acidente deixou nove mortos, 115 feridos e destruiu a estação Perus.

Investigação

Na época, após uma sindicância interna, a CPTM responsabilizou o maquinista da composição que perdeu os freios pelo acidente, dizendo que o mesmo deveria ter ”calçado o trem”, ”negligência comparável à do motoristas que passa o sinal vermelho”.

Na época, uma investigação da Polícia Civil mostrou que na verdade houve uma sucessão de falhas que culminaram no acidente.

Histórico do acidente

  • Às 19h15, queda na rede de energia elétrica entre as estações Jaraguá e Perus;
  • Entram em panes os três sistemas de freios do trem que causou o acidente;
  • Depois de ter sido esvaziada e sem freios, o trem série 1700 começa a se movimentar rumo à estação Perus, onde estava parada a 1118. O maquinista principal, Oswaldo Pieruti, depois de ter avisado o Centro de Controle Operacional (CCO) da CPTM desce da composição para tentar detê-la, colocando nos trilhos travas de madeira, sem sucesso. Somente Selmo Quintal, maquinista em treinamento fica no trem;
  • Desgovernada, o 1700 rompe a rede de energia elétrica aérea;
  • O CCO tenta tirar a composição 1118 que estava com passageiros na estação Perus, mas ela não podia se movimentar porque suas portas não fechavam.
  • Acontece o choque, 9 pessoas morrem e 115 ficam feridas, as duas composições e a estação são destruídas.

Na época, a Eletropaulo afirmou que não houve queda de energia em nenhum dos circuitos que abastece a região de Perus, onde ocorreu a batida. Se houve falha, segundo a empresa, ela ocorreu internamente na rede da CPTM.

Técnicos da Eletropaulo estiveram no local após o acidente e encontraram um fusível queimado na rede, mas que teria sido danificado com o impacto dos trens. A colisão, no entanto, não prejudicou a distribuição de energia.

Bombeiros

O Corpo de Bombeiros enviou 20 carros para o local e outros 50 policiais militares foram deslocados para a estação. Às 23h40, os bombeiros informaram que todos os feridos já haviam sido removidos para os hospitais da região. A partir daquele momento, o trabalho que foi realizado seria uma varredura para encontrar novas vítimas fatais.

CPTM é condenada pelo acidente em Perus no ano 2000

Em 2012 a juíza Adriana Sachsida Garcia, da 34° Vara Cível da capital sentenciou a CPTM pelo acidente em Perus no ano 2000. O processo foi impetrado pela Associação Defesa Vítimas de Trens da CPTM, criada após o acidente.

Na época, as vítimas tiveram que obter individualmente na Justiça o valor de cada indenização.

Outras informações

Na época, diversos telejornais falaram sobre o acidente, abaixo disponibilizamos esse vídeo com alguns fatos, inclusive com o áudio de um radio amador que captou parte da conversa do maquinista e outros funcionários da CPTM.

Imagens

Agora confira algumas imagens do grave acidente que deixou 9 pessoas mortas, 115 feridos e a estação de Perus destruída.

  • Acidente ferroviário de Perus
  • Acidente ferroviário de Perus
  • Acidente ferroviário de Perus
  • Acidente ferroviário de Perus
  • Acidente ferroviário de Perus
  • Acidente ferroviário de Perus

A estação Perus ficou fechada por três dias e, quando foi reaberta, não houve cobrança de tarifa por não apresentar condições para tal. A estação foi sendo reformada aos poucos e a situação se normalizou com o passar dos dias.

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  1. Yuri Laszlo says:

    Importa salientar que, salvo melhor juízo, vários anos após o acidente, o maquinista da composição que perdeu o calço obteve sua reintegração na Justiça, após ser sumariamente demitido pela CPTM, como se fosse o responsável pelo ocorrido.

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