A incorporação de alguns cuidados com a saúde no dia a dia são capazes de evitar a cirrose, doença que compromete o funcionamento do fígado e, quando não tratada, pode evoluir para formas mais graves, levando à necessidade de transplante ou, até mesmo, à morte. Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce possibilita a realização do tratamento adequado e a manutenção da qualidade de vida do paciente. Por isso, é importante se informar sobre a doença, os fatores de risco e as formas de prevenção. 

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) define a cirrose como “o processo final de toda doença crônica do fígado”. Ocorre uma substituição progressiva do tecido do órgão por cicatrizes, chamadas de fibrose. Também há a formação de nódulos que impedem a circulação sanguínea. 

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a cirrose provoca uma espécie de sobrecarga que prejudica o funcionamento do fígado, responsável por “ajudar na digestão de alimentos, metabolizar o colesterol, o álcool e alguns medicamentos”. 

Causas e sintomas 

O uso abusivo de bebida alcoólica é apontado como uma das principais causas da cirrose, segundo as autoridades de saúde. Como o fígado é responsável por metabolizar o álcool, quando há a ingestão em excesso, o órgão fica sobrecarregado. 

Outros fatores que podem desencadear a doença são hepatites B e C e a esteatose hepática (gordura no fígado). Nesse último caso, a SBH alerta que há associação desse tipo de gordura com obesidade e síndrome metabólica, o que pode elevar o colesterol, o triglicérides e a pressão arterial. 

A fase inicial da cirrose costuma ser assintomática. Em casos mais avançados, há o surgimento de sintomas como olhos e pele amarelados, fadiga, perda de cabelo, cansaço, inchaço nas pernas, dor no abdômen, aumento no tamanho do fígado, urina escura, emagrecimento e vômitos. 

Saiba como se prevenir 

Algumas medidas podem contribuir para a prevenção da cirrose. A principal delas é evitar o consumo excessivo de bebida alcoólica. O Ministério da Saúde faz, ainda, outras sete recomendações com base no combate às hepatites B e C, à esteatose hepática e à sobrecarga do fígado. São elas: manter as vacinas em dia, usar preservativo nas relações sexuais, utilizar seringas descartáveis, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, evitar o uso de anabolizantes e tomar medicamentos somente quando necessário. 

Diagnóstico e tratamento 

Embora não tenha cura, o diagnóstico precoce é fundamental para impedir a evolução da doença e assegurar a qualidade de vida do paciente em tratamento. A doença pode ser detectada por meio da associação de exames laboratoriais com os de imagem. A tomografia computadorizada de abdome é indicada, pois garante uma avaliação detalhada do fígado, permitindo verificar a extensão da cirrose. 

Após o diagnóstico, o tratamento é realizado com o propósito de combater as causas da doença: eliminar o álcool, tratar a hepatite ou a gordura no fígado. Em casos mais graves, é preciso a realização do transplante de fígado. 

Como é uma doença crônica, o paciente deve ser submetido com regularidade ao exame de tomografia computadorizada para o monitoramento da situação da doença. 

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