Pelo menos 13 estações da CPTM possuí problemas com acessibilidade no embarque e desembarque dos passageiros. Entre os problemas encontrados estão buracos e obstáculos nas plataformas, pintura desgastada e o abandono nas regiões mais periféricas da Grande São Paulo.

A reportagem do Jornal Agora visitou as estações em sete linhas da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, e a situação mais crítica foi encontrada na estação Aracaré, na linha 12-Safira (Brás – Calmon Viana).

Segundo à reportagem o local está abandonado, onde foi encontrado desnível entre os trechos da mesma plataforma, mato crescendo entre a alvenaria, nenhuma acessibilidade para os passageiros com dificuldades de locomoção, além da distância entre o trem e a plataforma, superior a 30 centímetros de altura e mais de 15 centímetros de distância, o que obriga a pessoa a saltar ao embarcar ou desembarcar dos trens nessa estação.

Em Vila Clarice, estação que faz parte da linha 7-Rubi (Brás – Francisco Morato – Jundiaí) também o vão tem mais de 30 centímetros de altura etre o trem e área de embarque, nenhuma acessibilidade e uma situação “clássica” entre as paradas fora do centro expandido, conforme relatou à reportagem, que é a plataforma parcialmente descoberta. Em dias de chuva, caso o passageiro não esteja com guarda-chuva, acaba se molhando.

E os problemas não param por aí, na linha 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi – Amador Bueno), à reportagem visitou a estação Comandante Sampaio, o local é inacessível para quem tem dificuldades de locomoção; No saguão possuí infiltrações e o banheiro masculino estava sujo e alagado.

Na estação Prefeito Saladino à queixa dos passageiros é que o local possui apenas uma bilheteria, e a pessoa é “obrigada” a atravessar para comprar a passagem. Além disso, ela está sem cobertura nas pontas e sem pintura.

Na linha 11-Coral, o banheiro da estação fica do lado de fora, no terminal de ônibus. O piso do saguão de entrada está desgastado e grande parte da plataforma é tomada por poças d’água.

À reportagem encontrou problemas até mesmo no mais jovem ramal da CPTM, a linha 13-Jade (Eng. Goulart – Aeroporto Guarulhos), na estação Engenheiro Goulart, apesar de limpa e bem iluminada, o local já tem goteiras e infiltração.

A exceção de problemas ficou apenas na linha 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú). O ramal que percorre bairros ricos da zona oeste da capital e margeia o rio Pinheiros, foi encontrado estações em boas condições. Em Vila Olímpia, por exemplo, há limitadores de velocidade para cadeirantes na passarela que atravessa a marginal. Há ainda piso táctil e antiderrapante, o que deveria ser regra ns bairros pobres da região metropolitana.

O que disse a CPTM

A CPTM em nota afirmou ao jornal que todos os “casos de manutenção citados pela reportagem já estão com processo aberto e as áreas responsáveis avaliam a melhor forma de resolver”.

A operadora disse ainda que “de 68 das 94 estações são acessíveis, três está com obras em andamento e todas as outras que precisam de adaptações de acessibilidade estão com projetos já em execução. A nota diz ainda que a secretaria dos Transportes Metropolitanos está em andamento com o processo de concessão de algumas estações e linhas do sistema para a iniciativa privada”.

Por fim, a CPTM disse ainda que “há estações muito antigas, do tempo que não se previa acessibilidade, então os projetos têm que ser “completos e estruturais”, envolvendo, além das plataformas, sanitários, rampas e outros”.

Siga o Rede Noticiando

Nos acompanhe em nossas redes sociais e tenha acesso a todo nosso conteúdo.

Quer receber nossas matérias em primeira mão? Assine nosso canal no Telegram.

A serviço da informação!

Igor Roberto

Paulistano, empreendedor e pai. É fascinado por temas relacionados a mobilidade urbana, transporte público e cinema. É o criador do site Rede Noticiando. Quer entrar em contato com o Igor? Envie um e-mail para igor@noticiando.net
Siga-me:

Posts relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.