junho 19, 2021

A linha 5-lilás de metrô, operada pelo consórcio ViaMobilidade, segue recebendo melhorias em sua infraestrutura, no entanto, ainda segue com uma parte de sua frota encostada nos pátios.

O presidente do Metrô, Silvani Pereira, publicou em uma rede social algumas fotos dos trabalhos de reforço no sistema de energia da linha 5.

Na publicação, Silvani destaca que “Finalizamos a instalação do reforço de 22kv em toda a extensão da Linha 5-Lilás. Foram usados 48.366 metros de cabo para proporciona uma melhoria em todo o sistema de alimentação elétrica”.

Esse tipo de serviço deixa a operação mais robusta e possibilita a inserção de mais trens em operação.

Atualmente a linha 5-Lilás têm à disposição 26 trens da frota P, ou série 500 fase II, entre os quais operam entre 24 e 25 trens no pico, e um sempre está na reserva técnica.

Trem da frota P do metrô e viamobilidade
A Linha 5-Lilás opera atualmente com os trens da frota P (Foto: Igor Roberto/Rede Noticiando)

Além desses trens, outras oito composições da frota F, ou série 500 fase I, estão parados nos pátios da concessionária. No pátio de Guido Caloi, por exemplo, tem pelo menos três composições paradas, e, hora ou outra, apenas o F05 (505) é visto realizando testes no eixo que liga o Capão Redondo até a Chácara Klabin.

Vídeo de autoria de Téo Mariano

Por diversas vezes o retorno dessa frota foi cogitado, num jogo de “empurra-empurra” entre o governo de SP e a concessionária que administra a linha. De um lado, o governo por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos alega que os trens já foram repassados para a concessionária e que fica à cargo dela coloca-los ou não em operação.

Do outro lado temos a concessionária ViaMobilidade que alega estar aguardando o “recebimento oficial por parte do governo” e que em breve a frota F estará de volta.

Em junho deste ano, o secretário Alexandre Baldy chegou a publicar que o processo de modernização dos oito trens estava concluído e que os trens passariam por testes e retornariam a operação. Meses depois, nada mudou.

Neste jogo de “empurra-empurra” quem perde é o passageiro. Vivemos em meio a uma pandemia, com a necessidade do distanciamento social, uma linha tão cheia como é a linha 5, conta com oito trens a menos, e nem se quer há prazo para que essas composições retornem as atividades.

Vale destacar que as composições foram retiradas de operação em  2017, quando a linha 5 passou a operar com um novo sistema de controle dos trens, o CBTC.

Extraoficialmente, fala-se nos bastidores que o real problema nesses trens é a integração com o novo sistema de controle da linha, o CBTC, no entanto, oficialmente nem o governo, muito menos a concessionária que administra a linha, confirma ou nega a informação.

O Rede Noticiando deixa aberto o espaço caso o Metrô ou a ViaMobilidade queiram se manifestar à respeito deste caso.

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Igor Roberto

Paulistano, empreendedor e pai. É fascinado por temas relacionados a mobilidade urbana, transporte público e cinema. É o criador do site Rede Noticiando. Quer entrar em contato com o Igor? Envie um e-mail para igor@noticiando.net
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  1. João Paulo says:

    Acho que a resposta é bem simples. Ao inserir mais composições, a Via Mobilidade aumentará os custos operacionais. É tudo que a empresa não quer, ainda mais neste momento. No entanto, nada justifica essa conduta, já que o transporte público de qualidade é direito do cidadão.

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