O título pode soar apelativo, mas é uma realidade! A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, deve chegar ao fim em alguns anos com as concessões projetadas para suas linhas.

A empresa possuí uma malha uma malha de 273 km ao longo de 94 estações, distribuídas em sete linhas, sendo elas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Com exceção desta última, as demais linhas foram herdadas da CBTU e Fepasa.

Sua criação e modernização da malha ferroviária

Quando foi criada, em em 28 de maio de 1992, à CPTM teve como missão assegurar a continuidade e melhoria dos serviços de trens. No início de sua gestão, a empresa enfrentou diversos problemas como panes, assédio contra mulheres, comércio ambulante, greves, surf ferroviário, entre outros, que chegou a causar revolta nos passageiros, ocasionando depredações em trens e estações, sendo que em 1996, a então Linha A, chegou a ficar com parte dos serviços interrompidos por seis meses.

Entre os anos de 1995 e 2004, visando a melhoria de sua malha ferroviária, a CPTM começou a modernizar seus sistemas, investindo em 1,5 bilhão de dólares na rede na época.

Em 2007 a empresa começou a modernizar sua frota de trens, com intuito de retirar de circulação toda a frota antiga, comprando trens modernos, com acessibilidade, ar-condicionado, entre outros, com o que há de mais moderno na ferrovia.

A própria empresa chegou a construir duas linhas, a então Linha G (atual linha 5-Lilás que na época foi repassada para o Metrô e agora é operada pela iniciativa privada) e da Linha 13-Jade, que liga São Paulo ao Aeroporto de Guarulhos (ou quase lá).

A empresa opera atualmente com trens modernos, praticamente todos com ar-condicionado, com exceção da série 5400 (herdado da Fepasa) que opera no trecho gratuito da Linha 8-Diamante entre Itapevi e Amador Bueno.

29 anos e o início do fim

A empresa completou neste ano, 29 anos de fundação, e recentemente viu duas das suas linhas mais lucrativas serem concedidas para a iniciativa privada, sendo elas a 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Até 2022 deve sair a concessão da Linha 7-Rubi, que deve agregar a Linha 10-Turquesa, além do Trem Intercidades (SP-Campinas).

E mais recente, mostramos aqui que a CCR têm o interesse na concessão das Linha 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

Com essas informações acima, fica claro que a CPTM, enquanto empresa estatal deve chegar ao fim em alguns anos. Seus empregados devem ser dispensados e a iniciativa privada deve controlar toda a malha.

Ferroviário de carreira responsável pelo início do fim

Uma fato curioso, até cômico, o atual presidente da CPTM, Pedro Moro, é ferroviário de carreira da casa, e inclusive é o primeiro presidente a assumir a empresa trabalhando nela. Até então, algum indicado do governo assumia a empresa e tentava aprender o sistema conforme “toca a música”.

Pedro Moro quando assumiu a empresa “ganhou o coração dos empregados” da CPTM, trouxe uma gestão inovadora, colocando na cabeça dos funcionários que a empresa melhora se eles estiverem bem. O site conversou com alguns ferroviários que não contestam o trabalho, enquanto gestor da empresa, de Moro. No entanto, todos são unânimes e dizer: “É o presidente certo, na gestão errada!”

Infelizmente, ficará marcado como o ferroviário que deu início ao fim da empresa que fez carreira.

Apesar dos problemas

Apesar dos problemas, à CPTM melhorou muito a malha ferroviária do Estado de São Paulo. Os mais antigos devem se lembrar como era difícil a operação das linhas nas mãos da CBTU e Fepasa, pessoas viajando penduradas nos trens, sistemas precários, trens antigos, entre outros.

Ao longo dos seus 29 anos, vimos a modernização de sistemas, que causam aqueles “benditos” intervalos altos aos finais de semana, mas, que trazem melhoria significativa, como a redução no intervalo entre os trens, a modernização da frota com a chegada das séries 2070, 7000, 7500, 8000, 8500, , 9000, 9500 e a mais recente 2500. A modernização das estações, entre outros.

Concessão

Se a concessão das linhas será boa ou ruim, quais consequência isso trará aos passageiros e como tudo isso deve ficar, somente o tempo vai dizer. Fato é que, as futuras concessionárias irão pegar as linhas bem melhores, claro, terão sim que investir muito ainda para modernizar, mas não tanto como a CPTM investiu e teve que realizar em todos esses anos.

E vamos torcer para que a história não se repita. Em 1998 vimos a sua “irmã” Flumitrens deixar de existir, passando por um processo de concessão que resultou na criação da Supervia e o resultado nos já sabemos qual é.

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