No momento em que os brasileiros apresentam maior demanda por crédito, de acordo com informações do Banco Central (BC), conhecer as modalidades disponíveis pelas instituições financeiras é necessário para assegurar as melhores condições de contratação. Pouco popular no Brasil, o empréstimo com garantia de imóvel é uma das opções que ainda causam receio em muitos. Saber as vantagens e os riscos permite avaliar se a opção vale a pena no momento.

A demanda das famílias e das empresas por crédito segue em alta no país. Só em julho, as contratações somaram R$ 418,4 bilhões, o que corresponde ao aumento de 3,8% em relação ao mês anterior. A alta mensal reflete o crescimento de 4,7% das concessões para pessoas jurídicas e de 1,8% para pessoas físicas. 

Os dados  foram divulgados pelo BC à imprensa no dia 27 de agosto. Ainda de acordo com o informe, a taxa média de juros das novas contratações aumentou 0,4 ponto percentual no mês de julho, chegando a 20,4% ao ano.

Tipos de empréstimo e taxas de juros

De acordo com o BC, há cinco formas de conseguir empréstimo. Uma delas é o crédito pessoal, em que a pessoa física apresenta a documentação necessária, incluindo comprovante de renda. Não é exigida garantia, mas a operação tem juros mais altos.

A segunda opção é o empréstimo com garantia de um bem, como casa, apartamento ou sala comercial. Nesse tipo de operação é feita uma análise mais detalhada do perfil do cliente e os juros são mais baixos, além de prazos maiores.

Outra alternativa que também oferece juros mais baixos é o empréstimo consignado, em que há desconto direto na folha de pagamento. Há, ainda, o cartão de crédito e o cheque especial, que possuem as taxas de juros mais elevadas praticadas no mercado.

Quando vale a pena usar o imóvel como garantia

Usar o imóvel como garantia de um empréstimo possibilita vantagens como obter juros menores e prazo maior para o pagamento, tendo em vista que a operação é considerada de menor risco para a instituição financeira. Outro aspecto positivo é o acesso a montantes mais altos, correspondentes a até 60% do valor do imóvel.

A Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – explica que para solicitar esse tipo de empréstimo é preciso apresentar documentos pessoais, registro do imóvel e comprovante de renda. A partir dessas informações é analisada a concessão. O prazo de análise pode ser mais demorado e, por isso, é preciso considerar a necessidade do recurso. A modalidade não é indicada para situações mais urgentes.

Caso o empréstimo seja liberado, a Proteste explica que o imóvel pode continuar sendo utilizado, tanto para uso do proprietário quanto para aluguel. A propriedade apenas ficará alienada à instituição financeira durante o período do contrato. 

A principal desvantagem dessa modalidade é a perda do imóvel em caso de inadimplência. Por isso, a Proteste orienta recorrer a esse tipo de empréstimo apenas quando há o planejamento financeiro para quitar todas as parcelas.

Como se planejar

A primeira orientação é não fazer mais dívidas para evitar a complicação do planejamento financeiro. Outra dica importante é negociar as condições da contratação do empréstimo. O valor da parcela não pode ultrapassar 30% da renda mensal. 

Economizar também é importante para que imprevistos não prejudiquem o pagamento do empréstimo. Para poupar, a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) recomenda cortar o que considerar supérfluo e reduzir os gastos essenciais. Para isso, incentiva o controle do uso da energia elétrica, substituições nas compras do supermercado e a realização de pagamentos à vista para usufruir de descontos.

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