março 1, 2021

Quem depende do transporte público em São Paulo sabe: é cada vez maior o número de casos de assédio, importunação, roubo e furto dentro dos coletivos. E o foco maior ainda são as mulheres. 

O cenário atual não colabora. Ônibus e vagões de metrô lotados, pouca ou nenhuma fiscalização, péssima iluminação e sensação de impunidade ajudam a aumentar a insegurança de quem precisa do transporte público para se locomover.

No entanto, justamente por conta dos números crescentes de violência nos coletivos de São Paulo, apurados por conta da iniciativa corajosa de mulheres vítimas da violência, é que a pressão sobre o poder público por ações efetivas tem aumentado. 

Ainda que morosas e pouco eficientes, algumas ações já começaram a ser postas em práticas na tentativa de garantir maior proteção às mulheres, inclusive no que se refere à proteção da saúde.

Um exemplo são os vagões de metrôs exclusivos para mulheres, que já são uma realidade em alguns locais da capital paulista. Porém, há divergências sobre a eficácia dessa estratégia. 

Alguns especialistas consideram que se trata de uma forma de culpabilizar as vítimas, confinando-as em vagões. Enquanto que o ideal seria realizar campanhas de conscientização junto aos homens e garantir espaços de segurança com iluminação adequada e transportes menos lotados. 

Outra medida que vem sendo estudada é a possibilidade de o motorista do ônibus parar fora do ponto em determinados horários, o que já ocorre em outros estados brasileiros. 

Essa sim é uma medida que garante maior segurança à passageira que evita andar sozinha em locais pouco iluminados até chegar em casa ou ao trabalho. Além disso, ações para tentar minimizar a infecção do novo coronavírus também estão sendo adotadas nos ônibus do estado. 

Por conta própria

Por outro lado, medidas como essas ainda não são regra e muito menos 100% efetivas no combate à violência contra mulher no transporte público. 

Por conta disso, dados da editoria de segurança do UniversoDelas, site especializado em demandas femininas, apontam que, ainda que seja mandatório cobrar soluções do Estado, as mulheres devem tentar se proteger por iniciativa própria. 

Para isso, o site lista alguns cuidados simples que se pode adotar sem colocar a vida em risco:

  1. Se possível, ande sempre acompanhada;
  2. Compre a passagem com antecedência para evitar abrir a bolsa ou a carteira;
  3. De noite, tente ficar em lugares mais iluminados nos vagões e, de preferência, próximo ao corredor;
  4. Coloque a bolsa sempre na parte de frente do corpo;
  5. Não guarde celular, carteira, dinheiro e objetos de valor nos bolsos;
  6. Procure ficar em assentos próximos ao motorista e ao cobrador;

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Igor Roberto

Paulistano, empreendedor e pai. É fascinado por temas relacionados a mobilidade urbana, transporte público e cinema. É o criador do site Rede Noticiando. Quer entrar em contato com o Igor? Envie um e-mail para igor@noticiando.net
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