Um modelo de construção mais rápido, mais barato e que prejudique menos a parte urbana, essas foram uma das muitas palavras ditas quando anunciaram a construção da primeira linha de monotrilho na capital.

O tempo demonstrou que, apesar de no papel ser isso mesmo, a construção de linhas de monotrilho em SP se tornou uma verdadeira dor de cabeça para os governantes do Estado.

A Linha 15-Prata, por exemplo, opera atualmente entre às estações Vila Prudente e São Mateus, com obras de expansão em andamento até Jardim Colonial – está última cujo avanço das obras foi extraordinário e será a primeira estação a ser construída e entregue no mesmo governo – por anos operou apenas com duas estações, com abertura das demais estações em ano eleitoral, com “entrega de placas” já que funcionavam apenas em horário reduzido.

Outro mau exemplo e dor de cabeça é a Linha 17-Ouro, que foi dividida em 3 partes, sendo que o trecho prioritário, entre Morumbi-Aeroporto de Congonhas-Washington Luís, se quer foi entregue uma estação, com obras atrasadas, cancelamentos de contratos, e diversos imbróglios jurídicos.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, descartou qualquer possibilidade de novas linhas de monotrilho serem erguidas enquanto o governador João Doria (PSDB) estiver à frente do Palácio dos Bandeirantes.

Questionado sobre o rápido avanço das obras da estação Jardim Colonial, para que o mesmo modelo fosse levado para linhas futuras, Baldy respondeu que o monotrilho não serve para a realidade do transporte público da Região Metropolitana de SP.

“o monotrilho não serve para esta realidade de transporte público da RMSP. Aqui é Metrô e Trem Urbano! Essas são soluções de mobilidade! Agora retomar o que estava paralisado e concluir, é a nossa obrigação! Ninguém deseja outra Linha 17-Ouro. Muito obrigado!”, declarou em uma rede social.

A gestão Doria chegou à descartar uma terceira linha de monotrilho, esta que seria erguida pela inciativa privada no ABC, à Linha 18-Bronze, que foi trocada por um corredor de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit), que será construída pela Next Mobilidade (Metra), em troca da renovação do contrato de concessão do Corredor de ônibus e trólebus ABD e de toda a extinta área 5 da EMTU, que corresponde ao sistema metropolitano de ônibus no ABC.

De obras, devemos ter a conclusão da expansão da Linha 15 nas duas pontas, uma no sentido Ipiranga e outra até Cidade Tiradentes, e a Linha 17 deve ser licitado as outras duas fases no futuro e, no que depender do secretário Baldy, para por aí.

A construção de novas linhas de monotrilho, virou um pesadelo aos governantes de SP, e você, qual sua opinião sobre o modal? Apoia novas linhas?

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Igor Roberto

Paulistano, empreendedor e pai. É fascinado por temas relacionados a mobilidade urbana, transporte público e cinema. É o criador do site Rede Noticiando. Quer entrar em contato com o Igor? Envie um e-mail para igor@noticiando.net
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