dezembro 3, 2020

A Alstom irá fornecer os 22 trens (fala-se em 23) de seis carros previstos para a operação da Linha 6-Laranja de metrô, que será operada pela Linha Universidade Participações S.A, cuja Acciona é a principal sócia.

O contrato entre a nova operadora e construtora da linha, a Acciona, e a fabricante já foi assinado, segundo o diretor da Acciona no Brasil, André De Angelo. As composições serão fabricadas no Brasil, possivelmente na fábrica de Taubaté (SP). A linha receberá trens driverless (sem condutor) e todas as estações terão portas de plataforma. Atualmente, duas linhas do Metrô de São Paulo operam com trens sem condutor: a 4-Amarela e a 15-Prata (monotrilho).

Antes de a Acciona assumir a concessão da Linha 6-Laranja, já existia um acordo entre a Alstom e a ex-concessionária do projeto, o consórcio Move São Paulo (composto pela Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC), para a produção dos trens. Mas, segundo De Angelo, todos os compromissos assumidos pelo antigo consórcio foram rescindidos ou cancelados no ato da transferência da concessão. ”Fizemos uma nova negociação com a Alstom”, afirmou o executivo.

A transferência da concessão foi finalizada em julho deste ano e as obras tiveram início em outubro. A concessionária Linha Universidade S/A (SPE criada para o projeto) tem 99% de participação da Acciona e 1% da multinacional francesa Transdev, operadora de transporte de passageiros.

Com 15,3 km de extensão, a Linha 6-laranja do Metrô vai ligar a região da Brasilândia à estação São Joaquim e terá 15 estações. Ela terá integração com outras quatro linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O trajeto, que atualmente tem tempo médio de 1h30 e só pode ser feito por meio de ônibus no transporte público, passará a ser percorrido em apenas 23 minutos quando todo o trecho estiver em operação, informou o governo.

Trens da Linha 6-Laranja serão fornecidos pela Alstom

O projeto completo da Linha 6-Laranja inclui as seguintes estações: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim. O trecho ainda facilitará a integração com a linha 1-Azul do Metrô, 4-Amarela da concessionária ViaQuatro e 7-Rubi e 8-Diamante, ambas da CPTM.

As obras estão sendo feitas por meio de uma parceria público-privada e, segundo o governo paulista, é a maior obra nesse formato em desenvolvimento na América Latina. De acordo com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, não devem ocorrer problemas judiciais, porque todo o processo de desapropriação para a obra já está pronto.

O investimento total da obra é de R$ 15 bilhões e, segundo previsões, deve gerar nove mil empregos diretos. Quando for concluída, a Linha 6-Laranja vai atender diariamente a mais de 630 mil passageiros.

A construção e a operação da Linha 6-Laranja serão feitas pelo grupo espanhol Acciona, que adquiriu o direito do consórcio Move São Paulo. A previsão é que a obra seja totalmente concluída em cinco anos.

*Com informações da Revista Ferroviária

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Igor Roberto

Sou formado em Enfermagem, analista financeiro e de mídias sociais e aspirante em gestão pública. Sou o criador do Rede Noticiando e co-fundador do Mobilidade Porto Alegre. Mobilidade Urbana e transporte público são os meus temas favoritos. A informação é o meu esporte.
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